domingo, 23 de dezembro de 2012



Sou como você me Vê


Sou como você me vê...posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,depende de quando e como você me vê passar...suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras, sou irritável e firo facilmente. Também sou muito calma e perdôo logo. 
Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre...Tenho felicidade o bastante para ser doce,dificuldades para ser forte,tristeza para ser humana e esperança suficiente para ser feliz. Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre...Sou uma filha da natureza:quero pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo, de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser...a única verdade é que vivo.
Sinceramente, eu vivo
Clarice Lispector
(poema e imagem retirados da internet)





terça-feira, 18 de dezembro de 2012

 

Basta


 Para meu coração basta teu peito para tua liberdade bastam minhas asas. Desde minha boca chegará até o céu o que estava dormindo sobre tua alma. E em ti a ilusão de cada dia. Chegas como o sereno às corolas. Escavas o horizonte com tua ausência Eternamente em fuga como a onda. Eu disse que cantavas no vento como os pinheiros e como os hastes. Como eles és alta e taciturna. e entristeces prontamente, como uma viagem. Acolhedora como um velho caminho. Te povoa ecos e vozes nostálgicas. eu despertei e às vezes emigram e fogem pássaros que dormiam em tua alma.

Pablo Neruda
(poema e imagem retirados da internet)

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

 

Sou composta por urgências
minhas alegrias são intensas
minhas tristezas, absolutas. 
Me entupo de ausências, 
me esvazio de excessos.
Eu não caibo no estreito, 
eu só vivo nos extremos. 
Eu caminho, desequilibrada, 
em cima de uma linha tênue 
entre a lucidez e a loucura. 
De ter amigos eu gosto 
porque preciso de ajuda pra sentir, 
embora quem se relacione comigo 
saiba que é por conta-própria e auto-risco. 
O que tenho de mais obscuro, 
é o que me ilumina. 
E a minha lucidez é que é perigosa ... 
Se eu pudesse me resumir, 
diria que sou irremediável!


Clarice Lispector
(Poema retirado da internet)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012



Serenata


"Permita que eu feche os meus olhos, pois é muito longe e tão tarde! Pensei que era apenas demora, e cantando pus-me a esperar-te. Permita que agora emudeça: que me conforme em ser sozinha. Há uma doce luz no silencio,e a dor é de origem divina. Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo, e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo"

Cecília Meireles
(imagem e poema retirados da internet)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012





Te Amo Tanto

Bruno e Marrone


Tanto, te amo tanto que não dá pra esquecer
A minha vida não é vida agora
Sabe, o sol não brilha, mas depois do amanhecer
Sem os seus olhos
Falta, faz tanta falta seu amor pra acordar
Eu não entendo o porquê de não querer
Toda ternura que eu dei só pra você
Me faz gritar ao mundo que eu te amo tanto...
Amo muito mais que a minha vida!
Certo que um dia vou te encontrar
Choro, choro tanto de saudades sua
Peço a Deus um dia pra voltar
Eu peço a Deus para voltar




    

quarta-feira, 28 de novembro de 2012



CHAMA E FUMO


Amor – chama, e, depois, fumaça…
Medita no que vais fazer:
O fumo vem, a chama passa…
Gozo cruel, ventura escassa,
Dono do meu e do teu ser,
Amor – chama, e, depois, fumaça…
Tanto ele queima! e, por desgraça,
Queimando o que melhor houver,
O fumo vem, a chama passa…
Paixão puríssima ou devassa,
Triste ou feliz, pena ou prazer,
Amor – chama, e, depois, fumaça…
A cada par que a aurora enlaça,
Como é pungente o entardecer!
O fumo vem, a chama passa…
Antes, todo ele é gosto e graça.
Amor, fogueira linha a arder!
Amor – chama, e, depois, fumaça…
Porquanto, mal se satisfaça
(Como te poderei dizer?…),
O fumo vem, a chama passa…
A chama queima. O fumo embaça.
Tão triste que é! Mas… tem de ser…
Amor?… – chama, e, depois, fumaça:
O fumo vem, a chama passa…
Manoel Bandeira
(poema retirado  da internet)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

   



Ser Estranho



Dentro de mim aparece as vezes
Uma mulher que me vive em segredo
Um ser estranho que ate tenho medo
Que algum dia me expulse de mim

É mais doida, que a própria ferida
É mais calada que o próprio silencio
E tem a idade em que nada é proibido
Vive comigo dentro de mim

Corre pra dentro de mim
Como se eu fosse uma espécie de aprendiz
Fala comigo tal qual a um amigo
E me aconselha a fazer tudo aquilo que 
A coragem não deixa fazer
Quando eu não faço ela faz
Quando eu não quero ela é audaz

Quando se zanga consegue o que quer
As vezes me diz que não quer ser mulher
Mas sente falta de um homem qualquer
Essa mulher grita dentro de mim quando calo
Essa mulher chora dentro de mim quando canto

Essa mulher ri do meu sofrimento se amo
Essa mulher sai de dentro mim quando sonho
Essa mulher morre dentro de mim quando grito
Essa mulher me da sua mão quando sofro

Ela é tão "eu" que as vezes não sei quem é ela
É tão só que as vezes não sei se sou eu
Ela é a vida, é a morte doida 
É doída como um corte no fundo do meu coração, coração, coração

Dentro de mim aparecem segredos
Uma mulher quem me vive as vezes
Um ser estranho que até tenho medo
Algum dia me expulse de mim
E algum dia me expulse de mim

JESSÉ