terça-feira, 23 de outubro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
![](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhw3aFGtD9b5zv3LB_k0PkMzdyWk6JLpBpdpQuK-sRNq6xZ7-Bq8h1_By77pyEctjDpZ9p2xxkO_E5JRWfBIBgpnKH4dBYzQvbs8ptRJzKY50afe26ZMODI4Mn7Q7fZ5VEPNViY7vSuajg/s400/bocas.jpg)
Poemas de Hilda Hilst
Colada à tua boca a minha desordem. O meu vasto querer. O incompossível se fazendo ordem. Colada à tua boca, mas descomedida Árdua Construtor de ilusões examino-te sôfrega Como se fosses morrer colado à minha boca. Como se fosse nascer E tu fosses o dia magnânimo Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer.
(poema retirado da internet)
domingo, 14 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Dói!
Dói absurdamente a dor de não poder te amar,
Dói absurdamente a dor de não poder te amar,
Quando o desejo por
você despertado,
Transborda...
Se perde aos poucos
num gozo involuntário...
Inevitável...
Solitário...
Fragmentado e
rejeitado mas...
Que cansou de ser
reprimido e como
Fera
enjaulada...precisa sair!!
Dói !
Dói como se eu fosse
parir minha alma...
Num desespero
incontido...
Na esperança insana de
salvar o filho
Não concebido, que foi
abortado pelo
Tempo de espera...
Pela tortura do
medo...
Do querer...ou ...
Simplesmente pelo teu
Não querer!
Ah !Como dói!
Dói sentir minha boca seca...
Dói sentir minha boca seca...
Ansiosa pelos teus
beijos e...
Tudo que mata a minha
sede agora,
É o gosto salgado das
minhas lágrimas,
Quando minha vontade
é beber teu suor!
Dói !
Não saber o que fazer com minhas mãos...
Não saber o que fazer com minhas mãos...
Quando elas anseiam ávidas e inquietas
Te tocar inteiro...
Te afagar.
Meu Deus! Como dói!
Me sentir sufocada...
Perder o ar...
Não saber pra onde
ir,para te encontrar...
Quando a saudade faz
a cabeça perder o rumo...
Os dedos discam teu
numero mesmo sem querer...
E o coração só
sabe o caminho que leva a ti.
Dói!
Aceitar teu silêncio...
Aceitar teu silêncio...
Quando minha busca por
palavras
Ecoa no nada que
tenho de você...
E minha mente se
perde num abismo
De angustias e
incertezas do teu ser.
Dói!
Dói terrivelmente ser sã...
Dói terrivelmente ser sã...
Quando meu amor é
louco...
E deseja subir no
mais alto dos picos
E gritar aos quatros
cantos do mundo...
Tudo o que sinto por
ti...
E ainda assim,
Nunca terei dito o
suficiente!
Dói!
Não ter você aqui
comigo agora...
Dói ficar sem você,quando tudo que quero dizer
É que EU TE AMO!
É que EU TE AMO!
E essa certeza eu
tenho de
CORPO E ALMA!
by Ana Cleice
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Poemas de Hilda Hilst
Toma-me. A tua boca de linho sobre a minha boca Austera. Toma-me AGORA, ANTES Antes que a carnadura se desfaça em sangue, antes Da morte, amor, da minha morte, toma-me Crava a tua mão, respira meu sopro, deglute Em cadência minha escura agonia. Tempo do corpo este tempo, da fome Do de dentro. Corpo se conhecendo, lento, Um sol de diamante alimentando o ventre, O leite da tua carne, a minha Fugidia. E sobre nós este tempo futuro urdindo Urdindo a grande teia. Sobre nós a vida A vida se derramando. Cíclica. Escorrendo. Te descobres vivo sob um jogo novo. Te ordenas. E eu deliquescida: amor, amor, Antes do muro, antes da terra, devo Devo gritar a minha palavra, uma encantada Ilharga Na cálida textura de um rochedo. Devo gritar Digo para mim mesma. Mas ao teu lado me estendo Imensa. De púrpura. De prata. De delicadeza.
Assinar:
Postagens (Atom)